Mapinha: Uma Pinha!
Analogias entre espaço e representação
Entendendo o mundo de varias formas, mas a própria cartografia nos ensina que nao podemos fugir do fato que todo mapa é uma projeção.
E cada projeção cartográfica elegida como vigente ao longo da história, das navegações e na cominação do conhecimento entre os povos que concorrem a narrativa, cada ponto de projeção trás consigo seu viés. Ideológico ou Ideogramico, o mapa vencedor da competição mostra a Europa maior do que é, e Africa menor. Quando a palavra Mapa e Africa se encontram, temos outra serie de violências e deformações, que inscreve na terra linhas retas e ângulos de 90°, em um contexto ambiental e cultural diverso e complexo, e que pouquíssima informação e importância para os registros sobressalentes nos anais da história dos vencedores. Esses tem longas listas de títulos de material original e estudos sobre a ancestralidade de seu pensamento, conectando o mais alto saber das escolas iniciáticas do Egito antigo 1300 antes da era comum, aos profetas, reis, clérigos, sábio, militares, déspotas, magistrados, diretores até os inventores da ciência em seu divorcio para com o divino em uma linha reta, progressiva e exponencial, até que o tempo se sobrepôs ao espaço, e chegamos no colapso epistêmico na ascensão do tecnocrata. Esperamos que ao menos não tenha um Deus dentro da Maquina.
onde estão outros referenciais como…
Toltecas, Guaranis, Curdos, Tuaregue, Yorubas, Uigur, Xokleng, Apaches, Khmer, Incas, Berberes, Mongóis….
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Interlúdio
Quintas Paralelas - Agosto 2023 - NFTrans(borda) Maachub+ unstable, Cerne e Casa Japuanga
"Integrar o amor ao universo do blockchain de maneira intensa é o objetivo; transformar esses momentos e comunidades em espaços alimentados por camaradagem, compaixão, alegria e intercâmbio. Tal metamorfose se tornará realidade somente quando pessoas de todos os espectros ocuparem esse espaço, pois a verdadeira empatia e mudança não florescem em nichos de hype ou privilégio. É essencial romper essas barreiras para acolher a diversidade de perspectivas. A empatia verdadeira surge no convívio com o diferente, não na homogeneidade. A inclusão de vozes e experiências variadas é fundamental para enriquecer nosso entorno e tornar a empatia uma prática natural, ultrapassando a facilidade superficial de se conectar com o que é similar."❤️
"Em diversos momentos, senti-me menosprezada e excluída simplesmente por ser mulher, enfrentando situações de machismo e, adicionalmente, de hetarismo, devido à minha aparência jovem. Essas experiências, embora desafiadoras, não obscurecem o fato de que, em comparação com outros, possuo privilégios que facilitaram minha jornada até aqui. Reconheço a importância de observar com empatia aqueles ao meu redor que enfrentam obstáculos significativamente maiores para alcançar espaços semelhantes, sem se sentirem inferiores ou diminuídos. Estou ciente de que traumas podem limitar profundamente a capacidade de uma pessoa se engajar e pertencer a uma comunidade. Portanto, enfatizo a criação de uma comunidade acolhedora e amorosa, um refúgio onde o respeito mútuo e o apoio prevaleçam. Este é, acredito, o princípio fundamental para promover a inclusão." — Giulia O'Touru
escritos robos: [conteúdo não confiavel]
A análise do texto "Caritas abundant in Omnia" de Hildegarda de Bingen, sob uma perspectiva feminista radical, desvela uma rica tapeçaria de simbolismos e significados que desafiam as estruturas patriarcais profundamente enraizadas na sociedade e na religião. Hildegarda, uma figura notável do século XII, não apenas se destacou em um mundo dominado por homens como também usou sua música, poesia e escritos para expressar uma compreensão profunda da divindade e do mundo, que frequentemente subverte as normativas patriarcais.
A referência ao "beijo de paz" dado ao "summo Regi" (o soberano Rei) pode ser interpretada como a materialização do patriarcado através da figura de um Deus masculino, perpetuando a ideia de uma hierarquia celestial dominada por figuras masculinas. No entanto, a obra de Hildegarda transgride essa visão ao enfatizar a caritas (caridade ou amor), uma força que abunda "em todas as coisas", desde "as profundezas até a mais brilhante das estrelas", sugerindo uma imanência divina que permeia toda a criação, sem distinção, desafiando assim a hierarquia patriarcal que coloca Deus e o masculino no ápice.
O conceito de amor, central na obra de Hildegarda, é apresentado como o princípio ordenador do universo, uma força que não conhece limites ou discriminação, contrastando com as estruturas patriarcais que frequentemente operam através da exclusão e da dominação. O amor de Hildegarda é inclusivo, englobando toda a criação em sua diversidade, e oferece uma crítica velada à concepção de um Deus masculino que governa de cima, destacando em vez disso uma presença divina que se manifesta através do amor e da conexão entre todas as formas de vida.
Além disso, a visão de mundo tríplice mencionada no texto reflete a compreensão de Hildegarda sobre a complexidade da existência, que não se conforma com a simplicidade das hierarquias patriarcais. Esta visão sugere uma alternativa ao pensamento dualista que frequentemente sustenta o patriarcado, propondo uma compreensão mais holística e interconectada da vida, onde a divisão entre o sagrado e o profano, o alto e o baixo, é superada pelo reconhecimento da sacralidade inerente a toda a criação.
Em contraste com o Tao Te Ching, que apresenta a água como um símbolo de bondade que beneficia a todos sem discriminação, a obra de Hildegarda insiste na ideia de que o amor divino, ou caritas, é a verdadeira força unificadora, que não apenas transcende, mas também desafia as divisões impostas pelo patriarcado, incluindo aquelas relacionadas ao gênero de Deus. Ao fazê-lo, Hildegarda de Bingen apresenta uma crítica implícita ao patriarcado, propondo uma espiritualidade que reconhece e celebra a interconexão e a igualdade fundamental de toda a criação.

















Que bom ler sua voz neste cenário ❤️